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NOTÍCIAS 18/11/15

Brasil ocupará 4° posição entre os maiores mercados farmacêuticos do mundo

A indústria nacional tem se articulado em parcerias para a produção de biossimilares Mesmo com uma balança comercial deficitária, o Brasil deve ocupar nos próximos dois anos a quarta posição entre os maiores mercados farmacêuticos do mundo, segundo dados da IMS Health. Para reverter o déficit, o governo tem incentivado fortemente as parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), atraindo o interesse para a produção nacional de biofármacos, que hoje correspondem a 12% da demanda do Ministério da Saúde enquanto comprometem 61% do orçamento anual destinado à compra de medicamentos. Considerando o potencial de receita desses produtos, a indústria nacional tem se articulado em parcerias para a produção de biossimilares.

Os investimentos em infraestrutura para a implantação de um sistema de bioprocessamento são enormes, mas já existe uma tendência, assim como ocorre na Europa, da adoção de sistemas de produção de uso único, mais econômicos, de fácil expansão e altamente seguros. O tema foi discutido no Web of Bioprocessing 2015, evento organizado pelo negócio de Life Science da Merck, no dia 04/11, em Alphaville, São Paulo.

“É necessário saber quais medicamentos serão produzidos e isso dependerá de quais acordos serão assinados com o governo”, afirmou o diretor científico e CEO da Orygen, joint venture entre os laboratórios nacionais Biolab e Eurofarma, Andrew Simpson. A empresa está investindo R$ 500 milhões para iniciar as operações em São Carlos, interior de São Paulo, para atender a demanda nacional de biossimilares.

DCI

 

Câncer: pesquisa da Eli Lilly revela o que pensa a população brasileira

Embora a maioria dos brasileiros acredite na eficiência dos recentes tratamentos para o combate ao câncer, ainda encara a doença como sentença de morte. Isso é o que demonstra uma pesquisa realizada pelo PACE (Patient Access to Cancer care Excellence), programa global da Eli Lilly, que visa reunir diversos atores para atuar na melhoria do acesso aos cuidados e tratamentos de excelência em oncologia. Essa afirmação foi feita por 49% dos brasileiros contra 32% da média global, o que demonstra que no Brasil o estigma do câncer ainda é maior do que outros países. A pesquisa, encomendada pela Eli Lilly, ouviu mais de três mil pessoas em sete países, sendo 500 no Brasil.

De todos os entrevistados, 89% afirmam que uma das maiores preocupações é não ser capaz de pagar e de não ter acesso ao melhor tratamento contra o câncer (86%). Outros dados apontam para a desconfiança existente nos sistemas de saúde: aproximadamente dez anos foi o prazo citado para que uma nova droga esteja disponível ao paciente para tratar a doença no Brasil (mencionado por 44% dos respondentes) e 62% não acreditam na capacidade do SUS para oferecer o melhor tratamento para pacientes com câncer. Os planos de saúde privado tiveram uma avaliação um pouco melhor, mas, ainda assim, um terço dos entrevistados ainda não é totalmente confiante nesta opção.

O presidente Eli Lilly do Brasil, Julio Gay-Ger, explica que objetivo da iniciativa é oferecer à população brasileira informações sobre o atual cenário do câncer no País e compreender as principais necessidades, visando melhorias no tratamento. “Ouvir atentamente e realizar parcerias de trabalho ajudam a gerar benefícios significativos para as pessoas, e a trazer as respostas que precisamos para continuar a oferecer melhores opções de tratamento para os pacientes”, revela o executivo.

De acordo com a psico-oncologista Luciana Holtz, representante brasileira no Conselho Global do PACE e presidente do Instituto Oncoguia, a pesquisa revela importantes e diversos pontos de vista do brasileiro frente ao câncer, tanto em relação ao diagnóstico, tratamentos e investimentos. “É muito importante saber que o brasileiro reconhece o avanço nos tratamentos do câncer e, mais ainda, saber quais questões os afligem. Com as respostas podemos traçar novos caminhos e viabilizar novas ações em conjunto”, relata Luciana. “A informação é uma arma importante, que empodera e possibilita que os pacientes e familiares busquem pelos seus direitos, pelo acesso aos melhores tratamentos contra o câncer, que participem do processo de decisão sobre o tratamento que está sendo oferecido e realizado e, enfim, que tenham suas vontades e opiniões ouvidas”, completa a presidente do Oncoguia.

A medicina personalizada, que busca encontrar a solução para combater o câncer nas suas mais diferentes mutações, oferecendo o tratamento certo para o paciente certo, ainda não é um conceito conhecido. A pesquisa mostra que apenas uma em quatro pessoas está ciente deste modelo e, inclusive, 80% acreditam que não há informação suficiente e disponível sobre os novos tratamentos. A grande maioria concorda que os médicos precisam discutir medicina personalizada com todos os pacientes. Isso porque 60% consideram que o mesmo tratamento de câncer pode produzir resultados muito diferentes em pacientes com diagnóstico semelhante.

Principais resultados da pesquisa:

1 em cada 3 brasileiros diz que um ano extra de vida de um paciente com câncer vale até R$ 400.000. 

Poucos acreditam que os pacientes devem pagar o tratamento (10%), enquanto um grande número acredita que o governo (69%) deve ser financeiramente responsável. 

67% acreditam que são necessários R$ 200 milhões ou menos para levar um medicamento de câncer para o mercado. 

A maioria (64%) acredita que os estudos clínicos oferecem aos pacientes a chance de receber tratamentos melhores do que os convencionais. 

2 em 3 acreditam que todos os participantes de estudos clínicos recebem tratamentos que são pelo menos tão eficaz quanto aqueles atualmente disponíveis (68 %).

Fonte: Boletim SnifBrasil

 

Aché certifica e reconhece parceiros de destaque pelo 9º ano consecutivo no Parcerias para Excelência

O Aché Laboratórios realizou o Parcerias para Excelência, cerimônia de certificação e premiação de fornecedores e prestadores de serviço que cumpriram requisitos estabelecidos na Política Aché de Qualidade e demonstraram excelência em produtos e serviços. O evento ocorreu na sede da companhia em Guarulhos (SP), onde foram premiadas cinco empresas parceiras, além de ser entregue o Certificado de Qualidade Assegurada a 17 fornecedores de matérias-primas e material de embalagens. Esta é a nona edição do evento, que já certificou mais de 150 empresas e 220 insumos farmacêuticos.

Nesta edição, o Aché apresentou novidades com o lançamento de três categorias: o Prêmio de Excelência em Logística reconheceu a Expresso Jundiaí, como transportadora de maior destaque em critérios pré-definidos; o Prêmio de Excelência em Terceirização foi destinado à Aerogás, pelo melhor desempenho em beneficiamento de produtos; e o Prêmio de Excelência Técnica em Documentação destacou a empresa Symed (com fornecimento da NPS), por apresentar maior eficiência na entrega e qualidade da documentação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo).

Na categoria Material de Embalagem, a vencedora foi Emibra, enquanto a ganhadora da categoria Matéria-prima foi a Budennheim. Além dos representantes das parceiras, esteve presente na cerimônia Nelson dos Santos Júnior, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma).

Destaque em inovação

Quem recebeu o Prêmio Inovador do Ano foi a companhia sueca Biogaia, fornecedora do Aché para o Colikids - L. reuteri DSM 17938, uma nova perspectiva para o equilíbrio da microbiota intestinal de bebês. O produto é inovador, pois possui robusto arsenal científico e é o único probiótico do mercado disponível na apresentação em gotas, facilitando a administração da dose para bebês e recém-nascidos. Diferentemente de outros probióticos, o L. reuteri DSM 17938 é isolado do leite materno e é gastrorresistente, ou seja, resiste à acidez gástrica do estômago, às enzimas e aos sais biliares intestinais, o que garante sua segurança e eficácia. Devido ao seu grau de inovação, em menos de um ano do seu lançamento, o produto já ocupa a liderança em receituário médico na pediatria, com 25% de participação.

Segundo o presidente do Aché, Paulo Nigro, programas como o Parcerias para Excelência são fundamentais para o desenvolvimento da companhia, agregando valor à cadeia farmacêutica. “O Aché dá início à comemoração dos seus 50 anos com uma história de inovação admirável. A companhia está focada no futuro e quer continuar, cada vez mais, sendo reconhecida por oferecer cuidado, saúde e bem-estar à população. A participação de todos os parceiros contribuiu com a nossa trajetória de crescer com sustentabilidade, apostando em inovação, excelência operacional e foco no cliente”, avalia.

Valorização de parceiros

“A proposta da companhia de estimular o relacionamento de qualidade e inovação surgiu em 2007, quando a companhia passou a conceder o Certificado de Qualidade Assegurada a fabricantes de matérias-primas e materiais de embalagem”, conta Luís Fernando Martins, gerente de Qualidade do Aché. De lá para cá, muitas mudanças integraram o escopo do evento – em 2009, foi criado o Prêmio Qualidade Aché para os melhores fabricantes de insumo e, em 2011, a empresa lançou o Prêmio Inovador do Ano, que reconhece inovações com sucesso de resultado no mercado. Em 2013, o laboratório informatizou a escolha dos melhores fabricantes do ano via sistema SAP e, a partir de 2014, passou a emitir periodicamente relatórios de desempenho dos fabricantes participantes do programa de Qualidade Assegurada.

Nesses quase dez anos de valorização dos fornecedores, o Aché já reconheceu empresas de destaque, como o grupo Centroflora, em 2011, pela inovação do extrato concentrado de passiflora, princípio-ativo do produto de sucesso Sintocalmy. Em 2012, a parceria entre Aché e Capsugel viabilizou o produto Prolive, sucesso de mercado para equilíbrio da flora intestinal. Já em 2013, uma inovação na reposição de cálcio para as mulheres chegou ao mercado com o produto Inellare, os primeiros tabletes mastigáveis sabor chocolate, fruto do desenvolvimento do parceiro Oxford Pharmascience. E, em 2014, a Indena foi reconhecida pela inovação do extrato de cúrcuma longa para a fabricação do produto Motore – fitomedicamento para osteoartrite.

Fonte: Boletim SnifBrasil

 

Aché quer dobrar de tamanho em cinco anos

Um dos maiores laboratórios nacionais, o Aché iniciou em 2015 um novo ciclo de crescimento. A meta é internacionalizar o negócio - avançando prioritariamente nos mercados da América Latina -, dobrar de tamanho a cada cinco anos e lançar ao menos um medicamento desenvolvido a partir de inovação radical que se consagre líder em seu segmento, como o anti-inflamatório Acheflan.

O caminho que o laboratório deve seguir está previsto no planejamento estratégico 2030, desenhado com a participação do novo presidente, Paulo Nigro, que antes de chegar à indústria farmacêutica estava à frente da Tetra Pak nas Américas. O executivo assumiu em janeiro, efetivamente, a presidência do Aché, que por quase dois anos, após a saída do ex-presidente José Ricardo Mendes da Silva no início de 2013, foi comandado por um comitê de gestão.

Nesse período, multinacionais teriam assediado os acionistas do laboratório - as famílias Depieri, Dellape Baptista e Siaulys -, interessados em comprar a empresa que no ano passado fechou com receita líquida de R$ 2,1 bilhões e lucro de R$ 471 milhões. As tratativas, porém, não prosperaram e diante da renovação da estratégia de longo prazo, os acionistas não estariam sequer olhando oportunidades nesse sentido.

De acordo com Nigro, o planejamento estratégico é sustentado por cinco pilares, entre os quais crescimento em todas as áreas de negócio, com foco prioritário em inovação. No ano passado, os investimentos em inovação giraram em torno de R$ 140 milhões. Em 2015, já são mais de R$ 200 milhões, dos quais R$ 20 milhões na chamada inovação radical.

O laboratório, conforme Nigro, quer chegar a um novo medicamento líder de mercado e referência em inovação, como o Acheflan, que exigiu dez anos de pesquisas e foi o primeiro fitoterápico 100% desenvolvido no Brasil. Com vendas superiores a R$ 20 milhões por ano, responde por 28% das prescrições médicas em seu segmento.

Para impulsionar o desenvolvimento de drogas inovadoras, o Aché inaugura amanhã em sua sede, em Guarulhos (SP), o Laboratório de Design e Síntese Molecular, dentro do novo Centro de Inovação Radical. "Queremos agora uma inovação radical sintética", disse Nigro, acrescentando que na lista de boas apostas aparecem uma molécula para tratamento do vitiligo e outra para ansiedade.

Ao todo, o portfólio atual contempla 16 projetos de inovação radical, divididos em sintéticos, fitoterápicos (um deles para diarreia, cujo potencial de vendas também é elevado) e em dermocosmésticos. Essas moléculas, segundo Nigro, podem credenciar o Aché a entrar em mercados estrangeiros, especialmente latino-americanos, que aos poucos passariam a receber outros produtos.

"Vamos com portfólio novo, diferenciado, e uma vez estabelecido o relacionamento comercial, gradativamente agregamos outros produtos já existentes", explicou Nigro. Hoje, as exportações representam apenas 1% dos negócios e não há planos, inicialmente, de aquisição de ativos para produção em solo internacional. "Não acredito em internacionalização via aquisição", afirmou.

Outra via de acesso ao mercado internacional é ao estabelecimento de parcerias com farmacêuticas estrangeiras para desenvolver plataformas tecnológicas. A primeira parceria do Aché nessa linha foi fechada com a biofarmacêutica sueca Ferring, que concentra seus esforços de pesquisa e fabricação na área de peptídeos e proteínas.

Dono de medicamentos com vendas acima de R$ 100 milhões, o Aché utiliza sobretudo recursos próprios para financiar a expansão. Em 2015, disse Nigro, a receita líquida deve mostrar expansão de 10% e boa parte do crescimento vem de produtos novos, colocados no mercado nos últimos dois ou três anos. No total, o Aché conta com 176 produtos em desenvolvimento em seu pipeline.

Além de medicamentos sob prescrição, genéricos e isentos de prescrição (MIP), o Aché atua no segmento de dermocosmésticos e se prepara para entrar no mercado farmacêutico institucional, que abrange hospitais e governo. Hoje, praticamente 100% das vendas do laboratório se dão no varejo.

Fonte: Valor Econômico 

 

Profarma registra aumento de 13,2% na receita bruta e Ebitda de R$ 29 milhões

A Profarma divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2015. A Companhia vem apresentando uma visão consolidada proforma (considerando 100% de todas as empresas - Profarma Distribuição Farma, Varejo com 100% de Drogasmil / Farmalife e Tamoio e Especialidades com 100% da Joint Venture), para melhor entendimento dos resultados dos investimentos.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, todas as divisões da Companhia apresentaram aumento das vendas, apesar do país atravessar um momento de recessão técnica. Max Fisher, CFO e Diretor de RI da Profarma destaca que "Após mais um trimestre de crescimento e melhora da eficiência das nossas operações, renovamos nosso otimismo com a plataforma que criamos para explorar as oportunidades na cadeia de valor do segmento farmacêutico. Mesmo com as dificuldades presentes na economia doméstica, temos contado com a força do segmento farmacêutico".

A receita bruta consolidada proforma da Empresa teve aumento de 13,2% em comparação com o 3T14 e 11,3% em comparação ao 2T15, registrando R$ 1.311,2 milhões no trimestre. Contribuiu para esse resultado o crescimento na receita bruta de todas as divisões da Profarma.

O Ebitda consolidado proforma registrado no 3T15 foi de R$ 29,1 milhões, 9,2% maior do que no 3T14, principalmente em função do aumento de 22,8% no Ebitda da divisão Distribuição Farma.

Resultado por divisão=smallResultado por divisão

·         =smallDivisão Distribuição Farma: A receita bruta da Distribuição Farma foi de R$ 1.010,4 milhões, crescimento de 10,9% e 12,2% quando comparado ao 3T14 e 2T15.  Esse desempenho reflete o crescimento de vendas de 16,7% no segmento de grandes e médias contas em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os melhores desempenhos de vendas foram registrados nas Regiões Nordeste e Centro-Oeste e os principais itens com crescimento foram Higiene Pessoal e Cosméticos e Branded.

·         =smallDivisão Especialidades: Esta divisão registrou aumento de 23,7% nas vendas do trimestre em comparação ao 3T14 e 15,9% em relação ao 2T15, alcançando uma receita bruta de R$ 201,4 milhões. Esse crescimento se deu ao incremento de 40,1% e 18,8% nas vendas do atacado de especialidades, em comparação ao ano e trimestre anterior, respectivamente. O aumento das vendas no setor privado foi o principal responsável por isso, com crescimento de 54,7% em comparação ao 3T14.

·         =smallDivisão Varejo: A divisão Varejo apresentou uma receita bruta consolidada de R$ 191,0 milhões, aumento de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda consolidado da divisão foi de R$ 2,5 milhões, mantendo a margem média da divisão em 2,0% no acumulado de 9 meses, com crescimento de 14,5%, em linha com as expectativas da Companhia para este período.

Fonte: Boletim SnifBrasil

 

Aché inaugura Laboratório de Design e Síntese Molecular e apresenta Centros de Inovação Incremental e Radical

O Aché inaugura hoje, em sua sede em Guarulhos, na Grande São Paulo, o Laboratório de Design e Síntese Molecular, pertencente ao novo Centro de Inovação Radical. A partir de agora, um grupo de cientistas ficará responsável pela pesquisa de moléculas inovadoras, com o objetivo de desenvolver novos ativos farmacêuticos para saúde humana. Também será apresentado o Centro de Inovação Incremental do Aché, cujo objetivo é pesquisar e desenvolver novas tecnologias farmacêuticas no Brasil.

“O novo laboratório, com outras iniciativas inovadoras, surge em um momento especial, coroando os 50 anos de história da empresa, celebrado em 2016. Trata-se de um marco para a produção científica e para o avanço inventivo da indústria farmacêutica nacional”, diz Paulo Nigro, presidente do Aché. “O objetivo é fazer com que o Aché seja um ‘celeiro’ nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, sempre com olhar global.”

O Laboratório de Design e Síntese Molecular é um dos frutos do Núcleo de Inovação do Aché, criado em 2015 para dar mais agilidade na renovação do portfólio e no lançamento de novos produtos da companhia. “O Núcleo tem o objetivo de integrar as diretorias envolvidas no processo de inovação, trazendo multidisciplinaridade e fortalecendo a interlocução entre as áreas”, afirma Nigro.

Portfólio sustentável

Segundo Cristiano Guimarães, diretor de Inovação Radical do Aché, o Laboratório de Design e Síntese Molecular tem como foco necessidades ainda não atendidas em diferentes áreas do setor de Saúde, como Saúde Feminina, Saúde Masculina, Sistema Nervoso Central, Cardiometabólica, Saúde Respiratória e Osteomuscular.

“Com a inauguração do laboratório, importantes etapas do processo de inovação radical, que antes era 100% conduzido externamente em laboratórios especializados em pesquisa, ficarão sob o comando do Aché, garantindo maior controle e assertividade ao nosso processo de inovação”, diz Guimarães. “Além disso, aumentaremos nossa capacidade de atrair e manter talentos que perpetuarão o conhecimento dentro da companhia, em vez de terceirizá-lo.”

Em 2015, foram investidos R$ 20 milhões em inovação radical, incluindo a construção do novo laboratório, como parte da estratégia do Aché de impulsionar o crescimento sustentável. Os aportes destinados ao desenvolvimento de novos produtos totalizaram R$ 202 milhões.

Design e síntese de moléculas

O termo design – usado para definir o ato de projetar, modelar e planejar – não é comumente associado à pesquisa de novas moléculas. Especificamente, o termo design molecular engloba o processo intelectual relacionado ao planejamento racional de estruturas químicas para uma determinada finalidade.

De acordo com Cristiano Guimarães, cada molécula possui uma série de propriedades a serem otimizadas, como físico-químicas, perfil farmacológico, farmacocinética e toxicidade. “No processo de design de novas moléculas, é essencial o emprego de métodos computacionais que têm como objetivo predizer essas propriedades, com o objetivo de economizar tempo e dinheiro, já que apenas as moléculas com o melhor conjunto de propriedades preditas são sintetizadas e avaliadas em uma série de testes em laboratório.”

As informações obtidas nos testes alimentam um novo ciclo de design, síntese e avaliação, de forma iterativa, até que uma molécula que contemple o melhor conjunto de propriedades seja obtida. “Essa molécula torna-se então um candidato a estudos clínicos”, afirma Guimarães.

Laboratório e Ferring anunciam intenção de parceria

O Aché Laboratórios e a companhia biofarmacêutica internacional Ferring Pharmaceuticals anunciaram hoje a intenção em iniciar uma parceria para o desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas. A colaboração, que marca os 50 anos de história do Aché, a serem completados em 2016, possibilitará a realização conjunta de pesquisa e inovação em tecnologia aplicada a produtos farmacêuticos para diversas áreas, ampliando a gama de possibilidades de prescrição médica e tratamento para pacientes.

Segundo Edson Bernes, diretor do Núcleo de Inovação Incremental do Aché, a colaboração segue a estratégia da companhia de apostar em tecnologia, com base em inovação, para manter o crescimento sustentável. "O acordo possibilita a colaboração em P&D com foco em atender às necessidades de médicos e pacientes no Brasil e no mundo. As tecnologias geradas terão ampla aplicação, para quaisquer classes terapêuticas, com diversos benefícios, como redução de efeitos adversos, aumento da aderência do paciente ao tratamento e da comodidade posológica", avalia.

A Ferring é líder internacional em pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de peptídeos e proteínas, atuando internacionalmente há mais de 65 anos. Com a filosofia “pessoas vêm em primeiro lugar na Ferring”, a empresa possui excelência nas seguintes áreas terapêuticas: Saúde Reprodutiva, Urologia, Gastrenterologia, Endocrinologia e Ortopedia. Com sede na Suíça, a Ferring tem mais de 6,5 mil funcionários e está representada em mais de 60 países - possui 10 centros de P&D em todo o mundo, incluindo Estados Unidos, Europa, Índia e China. A companhia atua há 24 anos no Brasil e hoje possui mais de 100 colaboradores no País.

"A Ferring reconhece a força do Aché no mercado farmacêutico brasileiro e sua contribuição como uma das principais empresas que oferecem importantes medicamentos para uma ampla gama de médicos prescritores e pacientes no Brasil, contribuindo com a economia do País. Com foco no futuro, Ferring e Aché explorarão oportunidades para o desenvolvimento de fármacos baseados em plataformas radical e incremental de tecnologia farmacêutica para o benefício dos mercados brasileiro e internacional", afirmou Alan S. Harris, vice-presidente sênior global de P&D da Ferring.

Fonte: Boletim SnifBrasil

 

DROGARIAS E COSMÉTICOS SEGURAM AS VENDAS

                             População belo-horizontina está comprando o estritamente necessário e produtos de baixo valor agregado.

Após trajetória de quedas consecutivas das vendas ao longo neste ano, o comércio varejista na capital mineira não está otimista em relação aos resultados no final do ano. A previsão é de retração de 2,5% a 3,5% dos negócios, conforme o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) Marco Antônio Gaspar. No entanto, alguns segmentos têm se destacado em meio ao cenário de dificuldades, como o de drogarias, perfumes e cosméticos, cujas vendas cresceram 4,77% de janeiro a setembro deste ano ante mesmo período do ano passado.

Sobre o bom desempenho desses setores, Gaspar explica que tanto a mulher quanto o homem não deixam de comprar cosméticos, pois os preços unitários são baixos e, na maioria das vezes, não há necessidade de parcelamento da compra. Ele ressalta também que por meio de pesquisas é constatado que o consumidor que passa por algum tipo de problema, como a crise econômica no País, por exemplo, busca melhorar a autoestima por meio da compra de produtos relacionados à estética.

Um fato interessante, de acordo com o vice-presidente da CDL-BH, é que parte dos componentes usados na fabricação de cosméticos é importada e que o preço do dólar está alto. "Pode ser que o lojista esteja vendendo um volume menor, mas o faturamento é maior em função do aumento dos produtos".

Já na comparação de setembro com o mês anterior, as drogarias, perfumarias e empresas de cosméticos registraram aumento de 1,65%. O melhor resultado foi verificado na análise de setembro de 2015 com igual mês do ano passado, quando as vendas do setor cresceram 5,09%.

Brinquedos - Na contramão do cenário recessivo e de perdas, outros setores também foram destaques em desempenho no período, como o de artigos diversos que incluem brinquedos, material fotográfico, computadores e acessórios, artefatos de borracha e plástico, discos e fitas, óticas, caça e pesca, cutelaria e material esportivo, cujas vendas subiram 2,56%, além dos supermercados e produtos alimentícios (0,82%).

Por outro lado, alguns setores apresentaram queda como o de veículos novos, usados e peças (-8,28%), máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (-6,58%), tecidos, vestuário, armarinho e calçados (-6,45%), ferragens, material elétrico e de construção (-6,50%) e papelarias e livrarias (-5,28%).

As vendas do setor sofreram retração de 0,91% em setembro deste ano ante o mês anterior. O resultado é atribuído à queda a pressão inflacionária sobre a renda das famílias. "Em agosto, a taxa de inflação estava em 0,22%, mas foi para 0,54% em setembro. Por menor que seja o aumento, o impacto é sentido diretamente no bolso do consumidor", explica Gaspar.

Já na comparação setembro deste ano com o mesmo mês de 2014, a queda as vendas do varejo chegou a 2,94%. No acumulado do ano, o resultado também foi negativo (-3,29%). De acordo com Gaspar, os dados mostram o efeito da desaceleração da atividade econômica no comércio.

Veículo: Diário do Comércio – MG

 

O conteúdo dos artigos reproduzidos neste clipping são de inteira responsabilidade de seus autores, não traduzindo, por isso mesmo, a opinião legal da ABRADILAN

 

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