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NOTÍCIA 07/08/2017

Pfizer anuncia aumento de lucro de 50% no trimestre

A maior farmacêutica dos EUA em vendas superou as previsões dos analistas de Wall Street para o lucro, ajustou sua própria previsão para o ano e previu que diversas drogas lucrativas serão aprovadas ao longo dos próximos cinco anos. Ainda assim, a concorrência com remédios genéricos mais baratos continua a reduzir as receitas da Pfizer, que ficaram pouco abaixo das expectativas dos analistas.

O fabricante do Viagra reportou lucro trimestral de US$ 3,07 bilhões, ou US$ 0,51 por ação, acima dos US$ 2,05 bilhões (US$ 0,33 por ação), um ano antes. O lucro ajustado de US$ 0,67 por ação, superou a estimativa média dos analistas em dois centavos. A receita caiu 2% e somou US$ 12,9 bilhões, abaixo da previsão média de US$ 13,02 bilhões.

Os medicamentos mais vendidos, incluindo o anticonvulsivo Lyrica, novos fármacos contra o câncer de mama e o anticoagulante Eliquis, geraram maior receita, ajudando a aumentar o faturamento das drogas patenteadas da Pfizer em 8%, para US$ 7,67 bilhões. O segmento de saúde essencial da Pfizer, que vende produtos mais antigos que estão na maior parte sem patente, viu as vendas cair 14%, para US$ 5,23 bilhões.

Alguns medicamentos novos estão chegando. Em maio, os reguladores americanos aprovaram o Bavencio, para tratamento do câncer de bexiga avançado, e o remédio da Pfizer para um tipo de leucemia pode ser liberado este mês.

 "Temos uma linha de produção forte, com um fluxo constante de inovação científica proveniente de todas as nossas principais áreas terapêuticas", disse o CEO Ian Read no relatório de resultados. "Nos próximos cinco anos, projetamos o potencial para aproximadamente 25 a 30 aprovações, das quais até 15 têm o potencial de ser sucesso de vendas."

 

A Pfizer agora espera lucro entre US$ 2,54 e US$ 2,60 por ação no ano inteiro, elevando o piso da previsão de maio em 4 centavos. A empresa manteve uma previsão de receita em 2017 entre US$ 52 bilhões e US$ 54 bilhões

 Fonte: Boletim Snif Brasil

 Ministério da Saúde vai disponibilizar software para controlar ações judiciais em saúde

O S-Codes foi elaborado e implantado pelo governo do Estado de SP, que vai disponibilizar a ferramenta à União. Ação vai possibilizar cruzar informações para evitar fraudesO Ministério da Saúde vai ofertar aos estados e municípios a plataforma web S-Codes, sistema que vai permitir traçar o panorama real da judicialização em todo o país. A medida é uma resposta ao crescimento de ações judiciais em saúde. O S-Codes foi elaborado e implantado em 2005 pelo governo do Estado de São Paulo. O Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde de São Paulo assinaram um termo de cessão, que vai disponibilizar a ferramenta à União.

 

Na ocasião, também foi assinada uma resolução tripartite (governo federal, estados e municípios) para formalizar a distribuição da ferramenta para todo o país gratuitamente. Com a plataforma, o Ministério pretende estabelecer cooperação entre os entes para avaliar, controlar, detectar fraudes, assegurar o cumprimento de decisões e otimizar a aquisição e dispensação de medicamentos.

 “O nosso interesse é que a judicialização sirva apenas de acesso aos cidadãos brasileiros como preconiza a constituição a saúde. E não a outros interesses. Nós teremos Estados, Municípios e a União integrados nesse sistema cedido pelo estado de São Paulo. Isso vai nos permitir analisar melhor os dados, esclarecer melhor aos senhores magistrados sobre essas demandas e usar com mais justiça os recursos da saúde. Uma sentença judicial não cria um dinheiro novo, ela desloca um dinheiro de uma ação programada da atenção básica, imunização, de média e alta complexidade para a judicialização. Portanto, desestrutura todo o orçamento da saúde que estava previsto e aprovado desde o Conselho Nacional de Saúde até o Congresso Nacional”, disse ministro Ricardo Barros.

 A necessidade da ferramenta foi apontada durante as reuniões realizadas pelo Grupo de Trabalho (GT) de Judicialização, coordenado pela Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). O GT foi criado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, com o objetivo de identificar as principais questões que envolvem a judicialização no Brasil. Entre os pontos em discussão, estava o impacto financeiro aos cofres públicos nas três esferas.

 “Todos os gestores irão contribuir na utilização desse software para avançarmos nessa medida que vem ao encontro do desejo de todos nós que seria usar da melhor forma possível os recursos disponíveis do SUS para atender a população”, afirmou a coordenadora de planejamento de saúde do Estado de São Paulo, Silvany Lemos Cruvinel.

 

O S-Codes é um sistema de informações que visa controlar e gerenciar demandas judiciais e solicitações administrativas relativas aos serviços de saúde. A medida permitirá que o Ministério da Saúde, estados e municípios possam cruzar dados para identificar quem são os pacientes, médicos, prescritores e advogados que entram com ações judiciais, além dos juízes que emitem as sentenças. A ação vai possibilitar evitar possíveis fraudes relacionadas à judicialização em saúde.

RECURSOS GASTOS – Em sete anos, foram destinados pela União R$ 4,5 bilhões para atender a determinações judiciais de compra de medicamentos, dietas, suplementos alimentares, além de depósitos judiciais, um aumento no gasto de 1.010%, entre 2010 e 2016. Em 2017, até maio, a cifra já chega a R$ 715 milhões. Do total, R$ 687 milhões foram destinados à compra de 494 itens. Entre os medicamentos mais caros, 12 remédios já custaram ao Ministério da Saúde R$ 656 milhões para atender as demandas judiciais. Entre eles, o medicamento Eculizumab (Soliris). Até o final deste ano, incluindo também estados e municípios, a perspectiva é de que o gasto com determinações judiciais, em 2017, chegue a R$ 7 bilhões.

 

AÇÕES – O Ministério da Saúde tem subsidiado o Judiciário com informações que visam contribuir para a compreensão da formatação constitucional e legal do SUS, bem como para os tratamentos oferecidos. O diálogo é mantido com todos os atores envolvidos na judicialização da Saúde - promotores, procuradores, advogados, juízes, desembargadores e ministros.

 

Em novembro de 2016, o Ministério da Saúde lançou uma ferramenta com subsídios técnicos para apoiar o judiciário nas decisões relacionadas à saúde em todo o país. Os subsídios serão baseados em evidências científicas para a solução das demandas analisadas pelos magistrados. A medida é resultado de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês, que irá criar documentos de apoio aos Núcleos de Avaliação Tecnológica do Ministério da Saúde e do Judiciário por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI). O termo também prevê apoio ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a criação de uma base de dados e ferramentas de consulta, que permitirão maior eficiência na gestão dessas informações.

 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – Em 2016, o Ministério da Saúde investiu R$ 15,9 bilhões na compra de medicamentos, o que representa um aumento de mais de 100%, se comparado a 2010, quando foram gastos R$ 6,9 bilhões. A pasta distribui gratuitamente 14 medicamentos, sendo 11 para hipertensão e diabetes e três para asma.

 A incorporação de novas tecnologias no SUS é feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício, sendo acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso. Isso permite orientar adequadamente a conduta dos profissionais de Saúde, além de garantir a segurança dos pacientes. A análise é feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), criada em 2012 com o objetivo de assessorar o Ministério da Saúde na decisão de incorporação de novas tecnologias no SUS.

 

Fonte: Boletim Snif Brasil

 

 

 

Projeto permitirá compra direta de medicamentos por governos estaduais e prefeituras

 

Governos dos estados e do Distrito Federal e prefeituras podem ser autorizados a comprar remédios e material hospitalar diretamente de laboratórios públicos ou privados, por meio de procedimento licitatório simplificado, eliminando a intermediação de representantes comerciais ou distribuidores. A sistemática consta do PLS 171/2012, de autoria do senador Ivo Cassol (PP-RO). O objetivo é diminuir os preços, agilizar a entrega e facilitar o acesso da população de baixa renda aos remédios. Cassol explica que hoje o laboratório fabricante vende o medicamento a uma grande distribuidora, “que revende para outra distribuidora, que depois vende na regional do município e quem paga essa conta é o povo”

 

Fonte: Boletim Snif Brasil

 

 

 

No Sindusfarma, presidente da Anvisa apresenta estratégias para redução de passivos

 

 

O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, participou, em 28 de julho, de plenária do Sindusfarma, para apresentar as estratégias adotadas pela Agência para redução da fila de análises de passivos. As medidas adotadas pela Anvisa visam atender a lei 13.411/2016 que prevê que a fila de passivos e as novas solicitações de registros de medicamentos sejam zeradas até junho do próximo ano. “Essa lei fez um chamado à Anvisa e nos fez perceber que era necessário realizar mudanças para que esta fila fosse tratada de maneira adequada, para que os prazos tenham mais previsibilidade”, disse Jarbas durante a abertura do encontro.

 

Presente à reunião o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, reconheceu os esforços da Agência. “O Sindusfarma e as demais entidades setoriais entendem que Anvisa está preocupada em ser cada vez melhor e que uma Anvisa ágil e forte trará benefícios para a saúde da população”, disse Mussolini.

 

Redução do Passivo

 

O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), Varley Dias, apresentou as principais estratégias elaboradas pela Agência para tratar a fila de registros de medicamentos genéricos, similares, inovadores e biológicos. Varley explicou que GGMED instaurou medidas como a adoção do teletrabalho, em que os servidores poderão atuar nas petições em sistema de home office, parâmetros de triagem de documentação e registro simplificado para produtos de baixo risco.

 

Prestigiaram o encontro a presidente executiva da Abimip, Marli Sileci; o gerente Técnico Regulatório da Alanac, Fernando Marcussi; o diretor de Inovação e Acesso da Interfarma, Pedro Bernardo; a presidente executiva da Pró Genéricos, Telma Salles e o coordenador de Assuntos Regulatórios do Sinfar/RJ, Javier Afonso..

 

Fonte: Boletim Snif Brasil

 

 

Suspensão de lote falsificado de sibutramina Biomag 15 mg

 

A Anvisa determinou a apreensão e inutilização das unidades do lote 1310710-4 do medicamento Biomag 15mg (cloridrato de sibutramina). A resolução RE 910/17 a qual indica essa medida sanitária foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (04/04).

O fabricante do medicamento Biomag 15mg, Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A., que detém o registro do produto, informou que não fabricou o lote 1310710-4 (validade 10/2018).

Por se tratar de um caso de falsificação, a Agência Sanitária determinou, em todo o território nacional, a apreensão e inutilização de todas as unidades do lote em questão.

Fonte: Anvisa

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